16.12.09
Eleições para a AAUAv 2009
Tiago Alves é o próximo Presidente da AAUAv
A lista Q é a vencedora das eleições para os orgãos sociais da AAUAv. Consulta a contagem final de votos.
Os documentos anexos descrevem pormenorizadamente quer a constituição detalhada das listas quer o programa eleitoral de cada uma sendo que foram entregues duas listas uma com a designação de "P" encabeçada por Negesse Dieckmann da Costa M. Pina e outra com a designação de "Q" encabeçada por Ludgero Tiago Coelho Alves.
Mais info aqui.
A lista Q é a vencedora das eleições para os orgãos sociais da AAUAv. Consulta a contagem final de votos.
Os documentos anexos descrevem pormenorizadamente quer a constituição detalhada das listas quer o programa eleitoral de cada uma sendo que foram entregues duas listas uma com a designação de "P" encabeçada por Negesse Dieckmann da Costa M. Pina e outra com a designação de "Q" encabeçada por Ludgero Tiago Coelho Alves.
Mais info aqui.
14.1.08
23.8.07
22.8.07
o que não cabe num verso
No ano de 1998, a direcção da Associação editava em parceria com o NAPUA (Núcleo de Artes Plásticas), entretanto falecido, um livro de poesia. Essa edição estava integrada no programa de comemorações do XX aniversário da AAUAv.
Era presidente da associação Ângelo Ferreira e presidente do NAPUA, se não estou em erro, o Jorge Ferreira.
O livro teve o honroso prefácio do Prof. Eugénio Lisboa. Vamos metê-lo aqui às peças. hoje ficamos apenas com um poema, de Hercílio Matos:
.
a lágrima teima
e não é água nem
soluço
antes pétala
negra de tortura
escorrendo o orvalho
dum outono que não pediste
bárbaros
os dias
19.1.07
Nova Direcção na AAUAv
Nova AAUAV já tomou posse
Reitora e Presidente da AAUAv reclamam maior diálogo
Luís Ricardo Ferreira e a sua nova equipa tomaram posse a 17 de Janeiro, numa cerimónia que decorreu ao final da tarde na Casa do Estudante, conduzida pelo Presidente da Mesa da Assembleia, Raul Junqueiro. A revisão estatutária e a dinamização da Casa do Estudante estão entre as prioridades desta Associação Académica que, através do seu Presidente, pediu à Reitora uma presença mais assídua na Casa do Estudante e nas actividades dos estudantes.
No dia em que reassumiu oficialmente a liderança da Associação Académica da Universidade de Aveiro, Luís Ricardo Ferreira lembrou o papel crucial que já há 28 anos a Associação Académica desempenha na evolução da UA, enquanto instituição de Ensino Superior. «(…) Muitas foram as pessoas que lançaram projectos, que contribuíram para a credibilidade e transparência da Associação Académica (…) Hoje, a Associação Académica conta com quadros qualificados que asseguram a execução técnica e administrativa de parte das suas actividades.»
Para Luís Ricardo o modelo de organização e gestão da AAUAv é o ponto crucial deste mandato. Dele depende «a capacidade de auto-financiamento», «uma maior redução e controlo da despesa» e a «verdadeira capacidade de representar e defender os interesses dos estudantes da Universidade de Aveiro». Assumindo como compromisso prioritário a revisão estatutária, enquadrada com a reorganização de todos os regulamentos internos da AAUAv, o Presidente reeleito garantiu que 2006 foi um ano de consolidação financeira, capaz de contribuir para o futuro sucesso da Associação.
Perante uma audiência composta por estudantes, por alguns professores e pelo antigo Reitor, Prof. Renato Araújo, o Presidente da Direcção salientou a «enorme necessidade de dinamizar a Casa do Estudante», abrindo-a definitivamente à academia o que, diz, «será conseguido através da criação de um pólo de desenvolvimento social que atraia a atenção dos alunos».
À Reitora, Luís Ricardo pediu: «venha mais vezes à Casa do Estudante. Vá mais vezes às actividades dos Estudantes da sua Universidade. Assim poderá trazer, com a Senhora, a universidade que tanto nos faz falta aqui deste lado da ponte.»
Ao longo do seu discurso, o Presidente da Associação referiu também a necessidade de dar atenção redobrada às estruturas representativas das escolas politécnicas associadas à UA. «Estas estruturas são fundamentais para a compreensão dos verdadeiros problemas dos alunos que frequentam essas Escolas. É pois necessário encontrar novas formas de apoio efectivo».
Luís Ricardo falou ainda da reorganização do ensino superior que se iniciou em 2006, no âmbito do processo de Bolonha, lembrando que à luz desta nova legislação, a UA adequou a sua oferta e lançou novas áreas de formação com o acompanhamento da AAUAv em colaboração com as Comissões de Curso. Contudo, lamentou o facto da Associação não ter podido dar um maior contributo em todo o processo. «(…) Teria sido melhor e maior o nosso contributo se os órgãos envolvidos no processo assim o tivessem permitido. Houve alturas em que a AAUAv apenas obtinha informação acerca do desenvolvimento do processo através das comissões de curso que funcionavam ou pelo menos das que se envolveram e participaram no processo.».
Ainda a propósito de Bolonha e lembrando que este novo modelo encara o ensino centrado no aluno, dá-lhe espaço na orientação do seu estudo, pede-lhe que seja capaz de pesquisar, desenvolver e utilizar tudo o que é resultado deste processo de decisão na sua aquisição de competências, Luís Ricardo alertou os professores: «20% de limite de faltas à disciplina é manifestamente insuficiente. Nós, alunos, sempre entendemos a Universidade como sinónimo de escolha.»
Luís Ricardo chamou ainda a atenção para os motivos que levam os alunos da UA a abandonar a sua formação: «34% por motivos financeiros», «25% por motivos profissionais» e lamentou o facto de não ter havido, no decorrer da discussão política de reorganização do Ensino Superior, «uma palavra, por parte da tutela, de também adequar a protecção social dos estudantes que frequentam o ensino superior.»
Antes de terminar a sua intervenção, Luís Ricardo agradeceu aos colegas que terminaram as suas funções na AAUAv e desejou a boas-vindas aos novos elementos. E concluiu: «Nós, os alunos da Universidade, que com muito orgulho pertencemos à Associação Académica da Universidade de Aveiro, continuaremos a fazer dela um instituição de sucesso e referência.».
Reitora retribuiu convite de Luís RicardoDirigindo a toda a nova Associação os votos de bom trabalho e congratulando-a por se dispor a prestar um serviço à academia, a Reitora apelou a uma maior participação dos estudantes no preenchimento dos inquéritos que permitem aferir a qualidade académica e pedagógica da instituição, lembrou o contributo das várias associações académicas da UA para o alargamento dos espaços onde hoje os alunos podem estudar fora do horário normal de funcionamento, disse que continua em discussão a criação, reclamada pela AAUAv, de um ponto de contacto mais próximo da zona central do campus e referiu-se ao importante papel que um aluno da UA está a desenvolver na European University Association, que está a avaliar a Universidade de Aveiro.
Ao repto lançado momentos antes por Luís Ricardo Ferreira, ao reclamar uma maior presença da Reitora da UA na Casa do Estudante e nas actividades promovidas pela Associação Académica, a Prof. Maria Helena Nazaré respondeu: «Entendo esse convite como um convite permanente que irei usar, mas lanço o mesmo desafio ao Luís Ricardo. O diálogo é muito importante e na UA nunca os estudantes foram impedimento do bom funcionamento desta casa. Faço votos que assim continue.».
Mesa da Assembleia:
Presidente: Raul Junqueiro – EET
1ªSecretária: Cidália Afonso – ISCAA
2ª secretária: Diana Bezugo – ESSUA
Conselho Fiscal:
Presidente: Pedro Rodrigues – ISCAA
Secretário: Diogo Ferreira – Eng.Civil
Relator: Catarina Garcia – Gestão
Direcção:
Presidente: Ricardo Ferreira – Eng.Mecânica
Tesoureiro: Pedro Oliveira – EGI
Secretária: Liliana Santos – Eng.Ambiente
Vice-Presidente: Negesse Pina – Economia
Sector Acção-Social/Pedagógico:
Rita Frade – Design
Ana Afonso – DesignSinuhé Gomes – Eng.Mecânica
Sérgio Lopes – Ensino Básico
Sector Administrativo:
Rui Semeão – EGI
Manuel Marques – LREAndré Lindo – Eng.Física
Luís Cabete – EGI
Sector Cultural:
João Oliveira – Eng.Ambiente
Ângela Letra – Eng.Ambiente
Sector Desportivo:André Couto – EET
Tiago Carreira – EGI
Carina Ferreira – Eng.Física
Sector Informativo:
Bruno Pereira – Eng.Civil
Alexandra Pereira – ISCAA
Nuno Oliveira – Eng.Civil
Joana Pereira – Ensino Básico
19-01-2007, aqui
8.3.06
ERA UMA VEZ... O ENTERRO DO ANO
"...Um grupo de mais ou menos 17 estudantes universitários que frequentavam a
ainda não conhecida Universidade de Aveiro.
Certa vez, numa noite de calor, a 15 de Junho de 1978, encontravam-se na sua 'casa' de Aveiro, a Residência masculina, situada na Rua Mário Sacramento, a ver pacatamente o jogo de futebol para o Mundial entre o Brasil e o Peru, quando de repente, lembraram-se que o ano lectivo devia ser enterrado, dado que estava 'quase morto' (pelo menos aquele).
Saíram à rua, ansiosos por divertimento, com colchas vermelhas sobre a cabeça, e com um 'morto' às costas. Este morto, não era nem mais nem menos que um caloiro, o mais magrinho de então, embrulhado também numa das colchas das camas das residências, deitado sobre as tábuas que haviam encontrado nas obras por ali perto.
Dirigiram-se para o 'Convívo' da altura (que ainda é o mesmo de hoje) numa espécie de cortejo fúnebre, emitindo ruídos de choro e a ranger os dentes.
O 'bando vermelho - grupo de potenciais delinquentes, com um morto às costas" continuou o seu caminho, dirigindo-se agora para a Residência feminina, situada na Av. Lourenço Peixinho.
'Amargurados, tristes e desamparados' lamentavam a 'morte' do ano lectivo de 77/78, e que jamais havia de voltar (FESTA!!!!! - pelo menos este), seguiam o seu caminho pelas ruas da cidade de Aveiro, tão pacata (só quando os estudantes estavam a dormir, quase de certeza).
Inesperadamente, um grupo de homens fardados romperam no escuro, ordenando que os acompanhassem. Mas onde?? questionavam-se... Até que se aperceberam, 'Alguém chamou a bófia!!!'. Direitinhos até à esquadra, acusados de passearem na rua com colchas vermelhas sobre a cabeça, e de chorarem a 'morte do seu tão querido ano lectivo' (caloiro disfarçado), lá foram os mais ou menos 17 estudantes parar à 'CHOÇA' (também no mesmo sítio de hoje).
A história de final infeliz (só em 78) para aqueles mais ou menos 17 estudantes universitários, não se repetiu mais, pois no ano seguinte, em 1979, quando quiseram voltar a enterrar o ano, a polícia já não os deteu, apenas os seguiu. Em 1980, o cortejo fúnebre já foi combinado com a P.S.P....!"
MORAL DA HISTÓRIA
A irreverência e a vontade de divertimento são factores que não mudaram com os tempos, continuam a ser características dos estudantes.
A tradição conta-nos a história de um dos momentos mais bonitos da nossa academia.
A Semana do Enterro é a festa dos estudantes da Academia aveirense. Pode orgulhar-se de ser única pelas suas características tão peculiares, tendo adquirido a sua personalidade e identidade própria.
Obviamente que num primeiro ano os actos foram espontâneos, sem qualquer intenção de criar o agora tão conhecido e tão desejado 'Desfile do Enterro', mas nos anos seguintes a vontade de criar e estabelecer o hábito foi o suficiente para hoje podermos desejar tão ansiosamente, desde o último dia da Semana do Enterro, que venha a próxima.
Nas palavras da Dra. Virgínia Santos, professora na nossa Universidade, 'no primeiro ano foram presos, no segundo andaram atrás a controlar', mas 'no terceiro ano já foi tudo combinado com a polícia: perdeu a piada!!' como também diz o Eng. Bernardo Cunha (também docente da UA).
Pode dizer-se que perdeu a piada no sentido em que a espontaneidade do acontecimento não existe, é já fruto de história e tradição, mas a alegria e o divertimento que emerge durante esses dias e que invade a cidade de Aveiro de sorrisos e gargalhadas, é tão imenso que anos após anos nenhum momento será esquecido, e toda uma história pode ser contada, não só pelos estudantes, mas também pelos cidadãos de Aveiro.
Assim, 'após um encontro frustrado com as donzelas, que terminou na prisão nasceram as Semanas Académicas, mais tarde baptizadas definitivamente como Semana do Enterro. (...)
Os tempos mudam, as organizações aperfeiçoaram-se, mas a Serenata será sempre a Serenata, Sarau será sempre o Sarau, Desfile será sempre o Desfile e, infelizmente, Caloiros serão sempre Caloiros."
in UniverCidade nº 13, pág. 13, de 25 de Junho de 1998
ainda não conhecida Universidade de Aveiro.
Certa vez, numa noite de calor, a 15 de Junho de 1978, encontravam-se na sua 'casa' de Aveiro, a Residência masculina, situada na Rua Mário Sacramento, a ver pacatamente o jogo de futebol para o Mundial entre o Brasil e o Peru, quando de repente, lembraram-se que o ano lectivo devia ser enterrado, dado que estava 'quase morto' (pelo menos aquele).
Saíram à rua, ansiosos por divertimento, com colchas vermelhas sobre a cabeça, e com um 'morto' às costas. Este morto, não era nem mais nem menos que um caloiro, o mais magrinho de então, embrulhado também numa das colchas das camas das residências, deitado sobre as tábuas que haviam encontrado nas obras por ali perto.
Dirigiram-se para o 'Convívo' da altura (que ainda é o mesmo de hoje) numa espécie de cortejo fúnebre, emitindo ruídos de choro e a ranger os dentes.
O 'bando vermelho - grupo de potenciais delinquentes, com um morto às costas" continuou o seu caminho, dirigindo-se agora para a Residência feminina, situada na Av. Lourenço Peixinho.
'Amargurados, tristes e desamparados' lamentavam a 'morte' do ano lectivo de 77/78, e que jamais havia de voltar (FESTA!!!!! - pelo menos este), seguiam o seu caminho pelas ruas da cidade de Aveiro, tão pacata (só quando os estudantes estavam a dormir, quase de certeza).
Inesperadamente, um grupo de homens fardados romperam no escuro, ordenando que os acompanhassem. Mas onde?? questionavam-se... Até que se aperceberam, 'Alguém chamou a bófia!!!'. Direitinhos até à esquadra, acusados de passearem na rua com colchas vermelhas sobre a cabeça, e de chorarem a 'morte do seu tão querido ano lectivo' (caloiro disfarçado), lá foram os mais ou menos 17 estudantes parar à 'CHOÇA' (também no mesmo sítio de hoje).
A história de final infeliz (só em 78) para aqueles mais ou menos 17 estudantes universitários, não se repetiu mais, pois no ano seguinte, em 1979, quando quiseram voltar a enterrar o ano, a polícia já não os deteu, apenas os seguiu. Em 1980, o cortejo fúnebre já foi combinado com a P.S.P....!"
MORAL DA HISTÓRIA
A irreverência e a vontade de divertimento são factores que não mudaram com os tempos, continuam a ser características dos estudantes.
A tradição conta-nos a história de um dos momentos mais bonitos da nossa academia.
A Semana do Enterro é a festa dos estudantes da Academia aveirense. Pode orgulhar-se de ser única pelas suas características tão peculiares, tendo adquirido a sua personalidade e identidade própria.
Obviamente que num primeiro ano os actos foram espontâneos, sem qualquer intenção de criar o agora tão conhecido e tão desejado 'Desfile do Enterro', mas nos anos seguintes a vontade de criar e estabelecer o hábito foi o suficiente para hoje podermos desejar tão ansiosamente, desde o último dia da Semana do Enterro, que venha a próxima.
Nas palavras da Dra. Virgínia Santos, professora na nossa Universidade, 'no primeiro ano foram presos, no segundo andaram atrás a controlar', mas 'no terceiro ano já foi tudo combinado com a polícia: perdeu a piada!!' como também diz o Eng. Bernardo Cunha (também docente da UA).
Pode dizer-se que perdeu a piada no sentido em que a espontaneidade do acontecimento não existe, é já fruto de história e tradição, mas a alegria e o divertimento que emerge durante esses dias e que invade a cidade de Aveiro de sorrisos e gargalhadas, é tão imenso que anos após anos nenhum momento será esquecido, e toda uma história pode ser contada, não só pelos estudantes, mas também pelos cidadãos de Aveiro.
Assim, 'após um encontro frustrado com as donzelas, que terminou na prisão nasceram as Semanas Académicas, mais tarde baptizadas definitivamente como Semana do Enterro. (...)
Os tempos mudam, as organizações aperfeiçoaram-se, mas a Serenata será sempre a Serenata, Sarau será sempre o Sarau, Desfile será sempre o Desfile e, infelizmente, Caloiros serão sempre Caloiros."
in UniverCidade nº 13, pág. 13, de 25 de Junho de 1998
Historial do FITUA
OFITUA o terceiro festival de tunas mais antigo do país, e um dos mais antigos de toda a Península Ibérica. A sua velhinha história começa no ano de graça de 1989, na altura como uma iniciativa da Associação Académica da Universidade de Aveiro, e com carácter de sarau de tunas
não competitivo, realizado no Magnífico Teatro Aveirense, que o acolhe desde o primeiro momento. Esta ficou para a historia como a edição N.º 0. O seu sucesso foi enorme, e deu origem ao nascimento de uma nova cultura musical dentro do meio universitário português: as tunas académicas. A prova disso é o nascimento da TUNGA Académica da AAUAv, em 1991, a qual no ano de 1993 tomou a seu cargo a organização do IV FITUA.
E eis que em Outubro de 1995 surge a T.U.A., fruto da fusão da TUNGA da AAUAv com a Rial Tuna do ISCAA, consequentemente herdando a organização do FITUA em Abril de 1996, já na sua VII edição.
Desde as primeiras edições que este certame contou com a presença das melhores tunas portuguesas e da vizinha Espanha, mas foi também neste ano que se deu a evolução de Festival Ibérico de Tunas para Festival Internacional de Tunas, com a participação da Tuna de
Segreles de Porto Rico.
No IX FITUA foi atingida uma grande meta da organização, o lançamento do CD duplo FITUA "Aveiro em Festa", reunindo os melhores temas interpretados pelas tunas participantes nas suas VII e VIII edições, esta última galardoada com o Prémio Académico '97 para a "Melhor
Actividade Cultural", atribuído pela AAUAv.
O festival conheceu a sua melhor edição no X FITUA, quando se comemorou o seu décimo aniversário, dando lugar a uma grandiosa festa, dentro e fora do palco, fazendo de Aveiro a capital mundial das tunas, galardoado novamente com o Prémio Académico '99 para a "Melhor
Actividade Cultural" da AAUAv, e declarado como "Evento de Relevância Cultural" pela Câmara Municipal de Aveiro.
Acarinhado pelos habitantes da cidade e pela academia, o FITUA é reconhecidamente um dos ex-libris culturais de Aveiro, tanto pela música e pelo espectáculo no Teatro Aveirense, como pela animação, cor e alegria que se fazem sentir nas ruas de Aveiro com a presença das tunas portuguesas, espanholas e sul-americanas.
Desde sempre que a TUA se tem pautado pela arte de bem receber os tunos, júri e convidados, proporcionandolhes a oportunidade não só de participarem num grande festival de tunas, como também a de desfrutarem de dois dias de festa e das lindas vistas da nossa cidade.Talvez a
isso se deve um pouco do sucesso deste festival, pois todos os anos nos deparamos com uma autêntica romaria de tunos e espectadores (principalmente espectadoras) em direcção a Aveiro por alturas do FITUA, facto que levou a Região de Turismo Rota da Luz a considerar este certame "Evento de Interesse Turístico Regional" na sua XI edição.
Fica desde já o convite a todos vocês para rumarem a Aveiro por alturas do FITUA, para participarem numa das mais alegres e divertidas festas académicas do país...
in Jornal UniverCidade, n.º 49
não competitivo, realizado no Magnífico Teatro Aveirense, que o acolhe desde o primeiro momento. Esta ficou para a historia como a edição N.º 0. O seu sucesso foi enorme, e deu origem ao nascimento de uma nova cultura musical dentro do meio universitário português: as tunas académicas. A prova disso é o nascimento da TUNGA Académica da AAUAv, em 1991, a qual no ano de 1993 tomou a seu cargo a organização do IV FITUA.
E eis que em Outubro de 1995 surge a T.U.A., fruto da fusão da TUNGA da AAUAv com a Rial Tuna do ISCAA, consequentemente herdando a organização do FITUA em Abril de 1996, já na sua VII edição.
Desde as primeiras edições que este certame contou com a presença das melhores tunas portuguesas e da vizinha Espanha, mas foi também neste ano que se deu a evolução de Festival Ibérico de Tunas para Festival Internacional de Tunas, com a participação da Tuna de
Segreles de Porto Rico.
No IX FITUA foi atingida uma grande meta da organização, o lançamento do CD duplo FITUA "Aveiro em Festa", reunindo os melhores temas interpretados pelas tunas participantes nas suas VII e VIII edições, esta última galardoada com o Prémio Académico '97 para a "Melhor
Actividade Cultural", atribuído pela AAUAv.
O festival conheceu a sua melhor edição no X FITUA, quando se comemorou o seu décimo aniversário, dando lugar a uma grandiosa festa, dentro e fora do palco, fazendo de Aveiro a capital mundial das tunas, galardoado novamente com o Prémio Académico '99 para a "Melhor
Actividade Cultural" da AAUAv, e declarado como "Evento de Relevância Cultural" pela Câmara Municipal de Aveiro.
Acarinhado pelos habitantes da cidade e pela academia, o FITUA é reconhecidamente um dos ex-libris culturais de Aveiro, tanto pela música e pelo espectáculo no Teatro Aveirense, como pela animação, cor e alegria que se fazem sentir nas ruas de Aveiro com a presença das tunas portuguesas, espanholas e sul-americanas.
Desde sempre que a TUA se tem pautado pela arte de bem receber os tunos, júri e convidados, proporcionandolhes a oportunidade não só de participarem num grande festival de tunas, como também a de desfrutarem de dois dias de festa e das lindas vistas da nossa cidade.Talvez a
isso se deve um pouco do sucesso deste festival, pois todos os anos nos deparamos com uma autêntica romaria de tunos e espectadores (principalmente espectadoras) em direcção a Aveiro por alturas do FITUA, facto que levou a Região de Turismo Rota da Luz a considerar este certame "Evento de Interesse Turístico Regional" na sua XI edição.
Fica desde já o convite a todos vocês para rumarem a Aveiro por alturas do FITUA, para participarem numa das mais alegres e divertidas festas académicas do país...
in Jornal UniverCidade, n.º 49
Historial da opinião
TERÁ SIDO ASSIM QUE NAPOLEÃO PERDEU A GUERRA?
João Bacelar*
João Bacelar*
Neste ano, tal como nos passados, a questão de Setembro volta à baila.
De um lado os que acreditam que a Universidade honrará a sua palavra e, em troca da famigerada época de Setembro, "oferecerá" de bandeja a desejadíssima avaliação contínua; doutro os que acham que há ainda muitas promessas para cumprir e têm a certeza que jurar a avaliação contínua não é mais do que atirar areia para os olhos da estudantada.
Todavia este ano há algo mais de interessante nesta desinteressante discussão. Há um órgão recém-criado que se chama "Conselho do IFIU" que senta à volta de uma mesa todos os Directores de Curso. Estes parecem considerar que chegou a altura de mostrar quem é que manda aqui e preparam-se para, com ou sem o apoio dos alunos, fazer aprovar o calendário escolar que eles consideram ser o mais inteligentemente adaptado para promover o sucesso escolar e as conferências científicas nas Maldivas e na Nova Zelândia.
Decidir sobre opiniões (normalmente de uns poucos professores "seniores") e não sobre factos é pouco académico. Prometer "avaliação contínua" sem haver condições e vontade para a fazer é desonesto.
Congeminar alterações deste tipo no calendário escolar (e quem sabe se admitir realizá-las por despacho) sem respeitar a vontade da maioria dos estudantes é, mais do que ter medo dos argumentos e das propostas destes, trocar o diálogo construtivo que se vinha mantendo nos últimos anos por uma declaração de guerra e um atestado de incompetência.
É claro que esta questão, mesmo entre os alunos, divide opiniões - também eu gostaria/preferia ter "férias normais" no Verão - e talvez se venha a justificar uma espécie de "referendo"... Mas existem outras formas e outros calendários que, sem acabar com uma época de avaliação onde há mais de 4000 aprovações, o podem permitir. Agora dizerem-nos que Setembro vai ser varrido do calendário escolar "porque sim" é, na minha opinião, tratarem-nos (quase) como crianças.
* (ex-representante dos alunos na comissão da assembleia que estudou a criação do IFIU)
in Jornal UniverCidade, n.º 49, 26 de Abril de 2002
Fundação da FADU
"Convém ainda referir que a FADU foi fundada em Aveiro, com registo no Cartório desta cidade ..."
(Mensagem de Carlos Teixeira, que muito agradecemos. Aguardamos mais contributos.)
(Mensagem de Carlos Teixeira, que muito agradecemos. Aguardamos mais contributos.)
27.2.06
AAUAv - membro fundador da Federação Académica de Desporto Universitário
02 de Março de 1990
A FADU foi fundada a 2 de Março de 1990 (in D.R. nº69 III Série de 23/3/1990, pg 3487). Foram sócios fundadores da FADU, 10 organismos estudantis: Associação Académica de Coimbra, Associação Académica de Lisboa, Associação Académica da Universidade dos Açores, Associação Académica da Universidade da Beira Interior, Associação Académica da Universidade do Minho, Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Associação Académica da Universidade do Algarve, Associação Académica da Universidade de Aveiro, Associação de Estudantes da Universidade de Évora e a Federação Académica do Porto.
A FADU foi fundada a 2 de Março de 1990 (in D.R. nº69 III Série de 23/3/1990, pg 3487). Foram sócios fundadores da FADU, 10 organismos estudantis: Associação Académica de Coimbra, Associação Académica de Lisboa, Associação Académica da Universidade dos Açores, Associação Académica da Universidade da Beira Interior, Associação Académica da Universidade do Minho, Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Associação Académica da Universidade do Algarve, Associação Académica da Universidade de Aveiro, Associação de Estudantes da Universidade de Évora e a Federação Académica do Porto.
Associação Académica da UA - membro fundador do FAIRe
21 de Março de 2001
O FAIRe - Fórum Académico para a Informação e Representação Externa foi fundado por intermédio de escritura pública, no segundo cartório notarial de Aveiro. Participaram simbolicamente neste acto a Associação Académica da Universidade de Aveiro, a Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, a Associação de Estudantes da Escola Superior de Tecnologia de Viseu, a Associação de Estudantes da Universidade Moderna de Setúbal e a FNAEESP - Federação Nacional das Associações de Estudantes do Ensino Superior Politécnico. Na altura da escritura pública tomaram igualmente posse os três elementos da comissão instaladora Paulo Fontes, João Rosa e Natanael Vinha.
O FAIRe - Fórum Académico para a Informação e Representação Externa foi fundado por intermédio de escritura pública, no segundo cartório notarial de Aveiro. Participaram simbolicamente neste acto a Associação Académica da Universidade de Aveiro, a Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, a Associação de Estudantes da Escola Superior de Tecnologia de Viseu, a Associação de Estudantes da Universidade Moderna de Setúbal e a FNAEESP - Federação Nacional das Associações de Estudantes do Ensino Superior Politécnico. Na altura da escritura pública tomaram igualmente posse os três elementos da comissão instaladora Paulo Fontes, João Rosa e Natanael Vinha.
25.2.06
D. Ximenes Belo na Universidade de Aveiro (1997)
D. Ximenes Belo esteve na sede da Associação Académica para um lanche convívio com os estudantes, professores e algumas personalidades da região, como o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Dr. Alberto Souto.
Na fotografia vê-se o Bispo de Díli a assinar o Livro de Honra da AAUAv.
Sócios Honorários da Associação Aacdémica
São sócios honorários da Associação Académica da Universidade de Aveiro, por ordem de atribuição:
1. Prof. Doutor Renato Araújo, antigo Reitor da UA
2. D. Ximenes Belo, Bispo de Díli e Prémio Nobel da Paz 1996
3. Fernando Pessa, Jornalista, Decano Mundial dos Jornalistas
A distinção ao jornalista Fernando Pessa nunca chegou a ser entregue pessoalmente, com grande pena dos estudantes que promoveram a sua atribuição, levando a proposta à Reunião Geral de Alunos. Porém, o jornalista foi contactado para se saber se a aceitava, ao que correspondeu sensibilizado, não tendo, no entanto, sido possível deslocar-se a Aveiro por razões de saúde. Valia a pena a Associação Académica fazer algo mais por este nome que tanto devia orgulhar os estudantes, como exemplo de dedicação a uma profissão, com ética, responsabilidade, liberdade, rigor, constituindo um exemplo a seguir. Também Aveiro, a sua terra natal, facto que tanto apregoava com gosto, lhe deve mais, mesmo que postumamente, o que é habitual em Portugal no que diz respeito a homenagens. A ele já pouco interessará, mas aos aveirenses devia interessar muito, como símbolo de mérito, de qualidades humanas e profissionais. Os mais jovens agradeceriam, certamente.
A Associação não pode esquecer a alto valor simbólico dos seus sócios honorários.
D. Ximenes Belo na Universidade de Aveiro (1997)
(na fotografia, da esquerda para a direita: Ângelo Ferreira, Presidente da Associação, D. Ximenes Belo, Bispo de Díli e Prémio Nobel da Paz 1996, Prof. Doutor Júlio Pedrosa, Reitor da UA, D. António Marcelino, Bispo de Aveiro, Miguel Oliveira, membro da direcção da Associação e responsável pelas iniciativas relacionadas com a Causa Timorense)A convite da Associação Académica da Universidade de Aveiro, esteve na Universidade de Aveiro o Prémio Nobel da Paz, D. Ximenes Belo, a fim de proferir uma conferência/debate sobre a Acção da Igreja em Timor Leste, formação e sensibilização da juventude para a defesa dos direitos humanos. Por proposta da Assembleia Geral da A.A.U.A., o Bispo de Dili foi nomeado sócio honorário desta Associação por se afirmar como um referencial para qualquer estudante universitário. Perante um auditório atento e interessado, D. Ximenes Belo fez uma apresentação histórica e social da acção da igreja no território timorense alertando para o papel que portugueses e nomeadamente os estudantes poderão ter na sensibilização da comunidade internacional em relação à questão timorense, à defesa dos direitos humanos, especialmente no que concerne à liberdade de pensamento e de expressão. Numa intervenção curta e coloquial, D. Ximenes não deixou de referir o clima de falta de paz, também interior, que marca o dia a dia em Timor, nomeadamente após a
atribuição do prémio Nobel, e a esperança, quase sebastiânica que mantêm viva a capacidade de resistência.
atribuição do prémio Nobel, e a esperança, quase sebastiânica que mantêm viva a capacidade de resistência.
in Folha Informativa da UA, Junho de 1997
Programa de Rádio da AAUAv - 1997
RÁDIO ACADEMIA
O Sector Informativo da Associação Académica da Universidade de Aveiro lançou no dia 25 de Maio de 1997 um novo projecto de divulgação de acontecimentos e de dinamização da própria vida académica em Aveiro: a Radio Academia. Tratou-se de um programa radiofónico de dez horas semanais na Rádio Moliceiro, emitido de Domingo a Quinta-feira, das 23 à 1 hora e que era constituído por diversas sub-rubricas: Informação Académica, Aqui e Agora, Um Olhar sobre a Noite e Rota do Sal.
(O grande impulsionador foi o António Telmo, que entretanto foi estudar Design de Som para Londres e agora está a tentar fazer um Mestrado na mesma área. Depois desta primeira iniciativa nasceu o Núcleo de Rádio da AAUAv, também fruto do seu empenho.)
HISTORIAL do NEUA – Núcleo de Espeleologia da AAUAv

Fundado a 21 de Março de 1980, o Núcleo de Espeleologia da Associação Académica da Universidade de Aveiro (NEUA) já festejou as suas Bodas de Prata. São incontáveis as actividades, sem falar nos rostos que foram sendo a face do NEUA. Por cá passaram gentes de muitas partes, curiosos, assíduos, ferrenhos... quer da vida debaixo de terra, quer das montanhas e do ar livre.
No início, havia a vontade e o entusiasmo de cerca de uma dezena e meia de alunos entre os cursos de Electrónica, Ambiente e Biologia que os levava a dedicar o seu tempo livre a explorar as grutas da região centro do país. Foi graças a este entusiasmo que no verão de 1981 a Câmara Municipal de Alvaiázere subsidia um acampamento espeleológico com o objectivo de se realizar uma inventariação sistemática das cavidades do Conselho. A publicação dos resultados desta actividade levou ao aparecimento desta revista, Espeleo Divulgação, cujo primeiro número foi publicado a 8 de Junho de 1982. A edição desta revista durante os quatro anos que se seguiram, com carácter anual, constituiu um marco importante da espeleologia em Portugal, tendo projectado a imagem do NEUA, no país e além fronteiras, como um grupo com capacidade técnica e científica para levar a bom termo os seus objectivos.
Desde 1986, ano de publicação da Espeleo Divulgação nº 5, o NEUA tem continuamente realizado o seu trabalho de inventariação, exploração e estudo de cavidades com especial ênfase no maciço de Condeixa-Sicó-Alvaiázere e nos afloramentos calcários a norte do rio Mondego, acumulando desta forma um enorme conhecimento que, na nossa opinião, deve ser partilhado pelo que não se poderia deixar passar esta data sem que parte desses trabalhos fossem divulgados.
Durante estes anos são completamente implantados em Portugal os avanços nas técnicas de exploração e progressão em cavidades que encarecem significativamente a actividade espeleológica devido ao investimento significativo em equipamento individual e colectivo que envolvem.
A formação espeleológica ganha um carácter sério e muito importante com a formação da Federação Portuguesa de Espeleologia e a consequente regulamentação das graduações e da credenciação de espeleólogos, e torna-se uma das mais importantes actividades do NEUA, que é considerado um dos melhores grupos portugueses neste campo.
Se o NEUA já se tinha distinguido no panorama Nacional e Internacional, pela sua capacidade técnica e científica, é com Espeleossocorro que no início da década de 1990 se afirma mais uma vez e projecta a sua imagem em todo o país.
A partir de 1991, começam as actividades fora do país, com as saídas para Espanha. É também nesta altura que surge uma nova actividade no NEUA; o montanhismo. Este surge em parte devido à dificuldade de cativar novos adeptos da actividade espeleológica.
O montanhismo começa com a marcha de montanha; actividade aprazível e que encontra grande aceitação tanto na Academia Aveirense, como noutras academias e junto da população em geral. Nos anos seguintes seriam percorridas diversas serras portuguesas através de actividades organizadas pelo NEUA em locais como a Serra de Sicó, a Serra da Estrela, Gerês e Alvão.
Em 1992 é realizada a primeira actividade de Marcha de Montanha nos Pirenéus, contribuindo em larga escala para divulgação do NEUA e das suas actividades. Esta actividade tornou-se a maior e mais envolvente actividade do grupo, tendo-se realizado sete edições em anos consecutivos, durante as quais participaram cerca de duas centenas de estudantes e aficionados de todos os pontos do país. Com este sucesso a Marcha de montanha passa a fazer parte das actividades dinamizadas pelo NEUA ao longo de todo o ano.
A vontade de ir mais longe e a necessidade de formação, leva a que, em colaboração com o Clube Nacional de Montanhismo - Secção Norte, se realizem dois cursos de Técnicas Invernais, em 1994 e 1997. Está dado o primeiro passo para o alpinismo e a alta-montanha. Desde então vão surgindo com regularidade actividades mais técnicas, com ascensões e travessias nos Pirinéus, Picos de Europa, Gredos e Alpes.
Com o objectivo de dinamização de actividades em zonas cársicas, de índole diferente e mais conhecidas pelo público em geral, surgem também as actividades de BTT (Bicicleta de Todo o Terreno), que deram origem a quatro Edições do Torneio de Sicó, com a colaboração da Câmara Municipal de Ansião, que também assumiram um papel muito importante na divulgação das actividades do NEUA.
Desde o início dos anos 90 o NEUA tem investido em publicitar as suas actividades através de material publicitário comum (cartazes, livretos e panfletos) bem como através dos meios de comunicação social, tendo colaborado com diversas revistas e jornais, para além da RTP - Rádio Televisão Portuguesa, com a qual mantém uma colaboração frequente. A promoção de palestras e conferências com alpinistas e escaladores, também tem rendido frutos na missão de divulgar estas actividades na comunidade estudantil Aveirense; sem esquecer a realização de diversas exposições de fotografia sobre espeleologia e montanhismo no campus da U.A.
Em 1999 são acrescentadas duas novas actividades ao currículum do NEUA: a escalada e o canyoning. Em 2000, a formação de escaladores atinge um volume de actividades considerável, com a realização de um curso de Técnicas de Escalada em Artificial e com a participação no Curso de Técnicas de Resgate em Montanha da prestigiada Escola Espanhola de Alta Montanha, actividades que contaram com a colaboração da Câmara Municipal de Aveiro.
Também com a colaboração desta autarquia, foi continuada em 2000 a formação de socorristas, com o apoio da Cruz Vermelha Portuguesa, salientando-se o Curso Complementar destinado a complementar a formação dos quadros técnicos deste núcleo.
Actualmente, o Núcleo de Espeleologia da Associação Académica da Universidade de Aveiro, tem ao longo de todo o ano um vasto plano de actividades abarcando um leque diversificado de actividades e cursos de iniciação às diversas actividades que realiza, cursos de especialização, realizados através das federações que tutelam essas mesmas actividades (Federação Portuguesa de Espeleologia e Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal); marchas de montanha, escaladas, saídas de espeleologia e alpinismo, tanto no nosso país como para o estrangeiro. Continua a haver a preocupação de produzir trabalho, patente nos constantes trabalhos de prospecção e inventariação de cavidades, que resultou na publicação da Espeleo Divulgação nº 6, em Março de 2005.
Também há que referir as actividades de divulgação junto das escolas, onde a espeleologia vai despertando interesse e conquistando adeptos entre os mais novos.
A capacidade técnica do NEUA leva a que este seja procurado para a prestação de serviços, que ocorre tanto na forma de explorações espeleológicas como em trabalhos verticais – a aplicação das técnicas da escalada na indústria.
O crescente interesse pelas actividades de ar livre, tendência à qual Aveiro não escapa, o facto de estar inserido na Universidade, que conta já com mais de 10.000 alunos, integrando a estrutura da Associação Académica e a própria localização geográfica tornam o NEUA cada vez mais solicitado para a organização de actividades e cursos de formação.
Os cursos acabam, as caras vão mudando (algumas teimam em aparecer, e são sempre bem-vindas!), os objectivos vão sendo delineados consoante os grupos dirigentes, tendo sempre por base o objectivo de divulgar e desenvolver a espeleologia e o montanhismo no campus universitário e em todo o país.
Fonte: http://www.neua.org (informação gentilmente cedida pelo NéTó)
17.2.06
OS ESTUDANTES DE AVEIRO: EXPOSIÇÃO RETROSPECTIVA
Integrada na Semana do Enterro do Ano, a Associação de Antigos Alunos da Universidade de Aveiro vai organizar uma exposição que pretende ilustrar um pouco da memória colectiva constituída pelos mais de 20 anos de Ensino Universitário, em Aveiro.
A exposição, que estará patente ao público no átrio da cantina universitária, entre os dias 27 de Abril e 4 de Maio, será constituída por um conjunto de pequenas coisas ilustrativas do que é a vida do estudante: os cartazes, os jornais académicos, as histórias e todo um inimaginável rol de outras recordações. Muito do material a utilizar na exposição faz parte do espólio da A.A.A.U.A., mas esta propõese fazer pesquisas, contactar pessoas e organizar coerentemente toda a exposição, de modo a transmitir de forma fiel as recordações dos estudantes universitários que passam alguns anos das suas vidas no Campus Universitário de Santiago. É objectivo da A.A.A.U.A.
(in folha Informativa da UA)
A exposição, que estará patente ao público no átrio da cantina universitária, entre os dias 27 de Abril e 4 de Maio, será constituída por um conjunto de pequenas coisas ilustrativas do que é a vida do estudante: os cartazes, os jornais académicos, as histórias e todo um inimaginável rol de outras recordações. Muito do material a utilizar na exposição faz parte do espólio da A.A.A.U.A., mas esta propõese fazer pesquisas, contactar pessoas e organizar coerentemente toda a exposição, de modo a transmitir de forma fiel as recordações dos estudantes universitários que passam alguns anos das suas vidas no Campus Universitário de Santiago. É objectivo da A.A.A.U.A.
(in folha Informativa da UA)
ACADEMIA EM MOVIMENTO
No final de Março, entre os dias 17 e 21, a Associação Académica da Universidade de Aveiro e os Núcleos Culturais que a compõem, promoveram a SEMANA CULTURAL. O público académico
pôde ver diversas exposições retrospectivas ou decorrentes das actividades dos núcleos (I Concurso de Fotografia e Ilustração Geológica - Núcleo de Geologia, Núcleo de Espeleologia, Núcleo de Artes Plásticas, Núcleo de Jogos de Estratégia e Simulação e Tuna Universitária), uma Sessão de Poesia, uma Maratona de Pintura. Mas a SEMANA CULTURAL abraçou também a cidade ao levar até à Praça do Peixe as vozes da Tuna Feminina, ao dar início ao II Curso de Geologia Évora-Marvão 97 ao organizar o II Encontro Nacional de Estudantes de Biologia, da responsabilidade do Bionúcleo. Esta iniciativa reuniu estudantes de todo o país, no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro, que se debruçaram sobre problemas e questões com que se debate o ensino da Biologia mas também a projecção e desenvolvimento científico desta área de estudo.
O Núcleo de Banda Desenhada da A.A.U.A. programou para a semana cultural um ciclo de Cinema de Animação, também como forma de assinalar o centenário do nascimento da Banda Desenhada. Alfândega Filmes foi o título deste ciclo de BD, que contou com a participação de Jorge Neves, um dos mais conceituados e premiados criadores, produtores e distribuidores de cinema de animação português de autor. Os adeptos deste tipo de cinema puderam visionar um leque bastante variado de filmes de animação que só muito excepcionalmente têm uma fugaz passagem pelo circuito comercial.
pôde ver diversas exposições retrospectivas ou decorrentes das actividades dos núcleos (I Concurso de Fotografia e Ilustração Geológica - Núcleo de Geologia, Núcleo de Espeleologia, Núcleo de Artes Plásticas, Núcleo de Jogos de Estratégia e Simulação e Tuna Universitária), uma Sessão de Poesia, uma Maratona de Pintura. Mas a SEMANA CULTURAL abraçou também a cidade ao levar até à Praça do Peixe as vozes da Tuna Feminina, ao dar início ao II Curso de Geologia Évora-Marvão 97 ao organizar o II Encontro Nacional de Estudantes de Biologia, da responsabilidade do Bionúcleo. Esta iniciativa reuniu estudantes de todo o país, no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro, que se debruçaram sobre problemas e questões com que se debate o ensino da Biologia mas também a projecção e desenvolvimento científico desta área de estudo.
O Núcleo de Banda Desenhada da A.A.U.A. programou para a semana cultural um ciclo de Cinema de Animação, também como forma de assinalar o centenário do nascimento da Banda Desenhada. Alfândega Filmes foi o título deste ciclo de BD, que contou com a participação de Jorge Neves, um dos mais conceituados e premiados criadores, produtores e distribuidores de cinema de animação português de autor. Os adeptos deste tipo de cinema puderam visionar um leque bastante variado de filmes de animação que só muito excepcionalmente têm uma fugaz passagem pelo circuito comercial.
SEMANA DO ENTERRO DO ANO
A Comissão Organizadora da Semana do Enterro (COSE), encontra-se já em plena actividade na organização daquele que é o maior evento Académico da Cidade de Aveiro.
A COSE pretende dinamizar, de uma forma inovadora, todas as actividades que fazem parte do programa desta Semana. Para além de garantir actividades lúdicas, bastante atractivas e sobretudo acessíveis a todos os estudantes, fazem uma aposta forte nas actividades culturais e desportivas organizadas pelos vários Núcleos desta Academia.
Uma das novidades deste enterro será a constituição do desfile, que vai contar com carros de curso, dando uma nova orgânica e homogeneidade ao momento mais alto da Semana.
A aposta mais arrojada será a divulgação. Assim, denota-se o empenho de publicitar a Semana com a antecedência desejada, e a nível nacional, contando mesmo com o recurso a um spot publicitário televisivo.
O Parque S. João, junto da IP5, voltará a ser o palco dos concertos e eventos musicais. Quanto às outras iniciativas, serão agendadas e alocadas brevemente.
Com esta nova fórmula, a COSE conta assim partir para uma nova forma de organização, mais profissional e atempada, a fim de proporcionar a esta já tão grande academia, a melhor Semana Académica de sempre, a partir do dia 27 de Abril.
II ENCONTRO NACIONAL DOS ESTUDANTES DE BIOLOGIA
TEMA: Biologia - Diferentes Visões
ORGANIZAÇÃO: alunos do 4º Ano da Licenciatura em
Biologia da Universidade de Aveiro
DATA DE REALIZAÇÃO: 21 de Março
LOCAL: Centro Cultural e de Congressos de Aveiro
CONTACTO: André Castro, Artur Alves e Ana Aleixo,
Departamento de Biologia
29.1.06
Guias do Caloiro
Um dos muitos guias do caloiro, sempre habituais no início de cada ano lectivo (resta saber a partir de que data). Não sei o ano em que este foi editado, mas certamente depois de 1990. Quem esclarece?
"Não Brincamos em Serviço" - Lista A

Rostos da equipa que governou a associação, penso que durante o ano de 1990, e que era presidida pelo Pedro Soares. Nela estão rostos bem conhecidos do nosso movimento associativo, como o do nosso especial amigo que enviou esta imagem, o Jorge Saraiva, o de mais dois presidentes posteriores, o Miguel Dias e o Miguel Rodrigues, etc. O Jorge Saraiva foi ainda o número um da fundação do Núcleo de Artes Plásticas, agora malogrado NAPUA (fechou as portas, quem diria!). Recordo bem esta equipa, que fez um excelente trabalho na associação!
Direcção
Pedro Soares - Presidente
Paulo Moreira
Ilídio Ramalho
Rosa Vivas
Nuno Leitão
Paulo "Batalha"
Jorge Saraiva
Pedro "do Barreiro"
Miguel Madeira Dias
Fernando Grilo
Mesa da Assembleia
Luís Catalão - Presidente
José Lucas
Susana Anacleto
Conselho Fiscal
Jorge Garcia - Presidente
"Gabi"
Miguel Rodrigues
Pedro Faria
Jornal UniverCidade - Capa do primeiro número

Talvez, apenas talvez, este seja o projecto de jornal universitário editado regularmente há mais tempo, portanto o mais antigo no activo, apesar de cada vez mais intermitente. Os objectivos iniciais, uma vez que ele sai como suplemento do Diário de Aveiro, consubstanciavam um maior: dar voz aos estudantes na Universidade e para além dos seus muros. É um projecto de grande alcance, que deu uma voz eficaz à Associação Académica, aos outros movimentos estudantis, e até mesmo às associações culturais de aveiro (lembro-me bem de um número dedicado exclusivamente a estes organismos, promovendo a sua actividade). E deu também verbas razoáveis em publicidade, que permitiam financiar outras actividades.
20.1.06
1.º Jornal da Associação de Estudantes? -- editorial
1) Este jornal é consituído por um corpo de redactores que se regem por uma constituição constituída de elementos da Redacção.
2) Este jornal é um jornal privado, sem capital estranho não sendo, contudo, uma empresa intervencionada.
3) Este jornal é apartidário, arreligioso, democrático, pluralista, e tudo o mais que as "massas" queiram que ele seja.
4) Este jornal não é nem vai ser apolítico. Este jornal será um jornal de intervenção activa não tradicional.
(...)
Por: Marecos.
~
Os outros 6 pontos virão depois. Boa noite.
*AEF
2) Este jornal é um jornal privado, sem capital estranho não sendo, contudo, uma empresa intervencionada.
3) Este jornal é apartidário, arreligioso, democrático, pluralista, e tudo o mais que as "massas" queiram que ele seja.
4) Este jornal não é nem vai ser apolítico. Este jornal será um jornal de intervenção activa não tradicional.
(...)
Por: Marecos.
~
Os outros 6 pontos virão depois. Boa noite.
*AEF
19.1.06
1.º Jornal da Associação de Estudantes?
Edição de 09 de Junho de 1978, dezanove dias antes de nascer oficialmente a associação de estudantes, cujos estatutos, se não me engano, foram publicados a 28 de Junho de 1978.
Continuamos a aguardar a V. colaboração. Enviem-nos as vossas recordações da universidade, os vossos jornais antigos, os dados de que dispõem, tudo. Se não quiserem enviar originais, o que se compreende bem, mandem as fotocópias ou digitalizem e enviem para o mail aqui ao lado - basta clicar em cima.
*AEF
12.1.06
Semana do Enterro do Ano 2000 - bilhete geral
10.1.06
Tomada de Posse dos Corpos Directivos
Hoje pelas 18 horas na Casa do Estudante realiza-se a tomada de posse dos novos corpos directivos para o ano 2006.
3.1.06
João "da Madeira"

O nosso antigo colega João Baptista, mais conhecido na Universidade, e em Aveiro, como João "da Madeira" foi um importante elemento da academia. Foi Presidente da Mesa da Assembleia, foi fundador do Núcleo de Geologia, tendo organizado exposições e conferências de ordem científico-culturais, e activo membro do senado universitário, entre tantas outras coisas. Depois de tudo isso acabou o curso, fez o doutoramento, criou uma empresa, editou livros...
João, os teus contributos são aguardados. Que tens para contar?
Visita de Dom Ximenes Belo à Universidade de Aveiro
Visita de Dom Ximenes Belo à Universidade de Aveiro
Ângelo Ferreira (Presidente da A.A.U.Av)
Miguel Oliveira (Responsável pela visita)
Timor, um pouco de história...
É geralmente aceite que o descobrimento de Timor pelos Portugueses se efectuou entre 1512 e 1520, possivelmente em resultado de uma das muitas viagens dos navios Portugueses por aquelas paragens. Na altura Timor encontrava-se dividido em dois grandes Reinos, o de Sambay, ou confederação do Servião (Oeste), correspondendo mais ou menos ao actual Timor Indonésio, e o de Behale, ou confederação dos Belos (Timor Leste), onde já se utilizava o tétum como língua veicular.
A colonização portuguesa teve início em meados do século XVI aquando da chegada dos missionários dominicanos e comerciantes que procuravam naquelas paragens as muito pretendidas especiarias.
No final do século têm início as lutas com os Holandeses, que disputavam a posse das ilhas das Flores, Solor e ainda Timor. A assinatura de um tratado de paz em 1641 não impediu que a guerra prosseguisse no arquipélago. A assinatura de um acordo em Lisboa (1661) formalizou a ocupação da parte ocidental da ilha de Timor pelos Holandeses.
Entre o reacender de problemas com a Holanda e algumas cedências de parte a parte, Macau e Timor passaram a constituir um governo independente da Índia, ficando Timor subordinado a Macau como seu distrito. Em 1896 Timor fica independente de Macau, constituindo-se como distrito autónomo e tendo como primeiro Governador Celestino da Silva, homem que desenvolveu uma conseguida campanha de pacificação em todo o território.
Timor sofre, durante a Segunda Grande Guerra, com as invasões de Holandeses e Australianos e mais tarde dos Japoneses, mais um retrocesso no clima de paz que parecia instaurar-se. Só após a vitória dos Aliados, em 13 de Setembro de 1945, se restaurou a soberania plena de Portugal, acabando com três longos anos de sofrimento e morte.
Trinta anos depois, com a Revolução dos Cravos e o fim do Império Colonial, deu-se início a mais uma trágica etapa da história do povo Maubere. A indefinição política em Portugal, com tendência para um regime marxista, e a indefinição política em Timor, com diferentes correntes de opinião preconizadas quer pela FRETILIN, quer pela UDT ou ainda pela APODETI levaram a uma instabilidade quanto ao futuro de Timor Leste. O medo da ligação a um Portugal Comunista, por parte da UDT (União Democrática Timorense), que antes advogara uma descolonização progressiva mantendo laços com a metrópole, mas que passava a defender princípios independentistas, e mais tarde de integração na Indonésia; a acção independentista e radical da FRETILIN (Frente Revolucionária de Timor Leste Independente), de tendência comunista; a defesa da integração total na Indonésia por parte da APODETI (Associação Popular Democrática Timorense) constituíram as três grandes condicionantes políticas para uma possível invasão da Indonésia que temia uma influência comunista na região.
Entre algumas declarações de distanciamento preconizadas por membros do governo português de então, bastante contestadas pela UDT e pela FRETILIN, e outras tristezas que não interessa referir, o clima de instabilidade aumentou culminando com a proclamação, da UDT, APODETI, KOTA e Partido Trabalhista, da integração na Indonésia (29.Nov.75) e com a invasão da Indonésia a 7 de Dezembro de 1975.
Até aos nossos dias seguiram-se mortes e horas incontáveis de sofrimento...escritas a sangue nas páginas da história que também é nossa.
O que significa Maubere?
Não. Não vamos explicar o real significado da palavra Maubere, que denomina um povo, mas antes concretizar um pouco daquilo que tem sido nos últimos anos o significado concreto da sua existência.
Maubere é sofrimento. Maubere é luto. Maubere é silêncio.
O esquecimento de Portugal e o silêncio imposto pela Indonésia, calando a voz do timorenses com as rajadas das metralhadoras, fizeram o Mundo Ocidental apagar do calendário político a resolução pacífica de autodeterminação que se impunha, com medidas urgentes para a defesa dos Direitos Humanos
Foi sobretudo a partir de cartas e relatórios de religiosas e padres missionários que, a pouco e pouco, algumas notícias conseguiram furar o bloqueio.
Num relatório de um padre missionário publicado em 1982 na revista “Magnificat” dos jesuítas podemos ler a descrição de algumas das atrocidades então cometidas pelos indonésios em Timor:
“(...) No dia 23 de Dezembro de 1978 (...) foram mortas a rajada de metralhadora cerca de 500 pessoas, inclusivamente mulheres grávidas, crianças de todas as idades, adultos e velhos (...) Nós vimos com os nossos próprios olhos o massacre do povo que se rendia: tudo morto, mesmo as mulheres e as crianças, mesmo as mais pequenas...nem as mulheres grávidas foram poupadas: eram abertas à faca. Diante das mães degolavam os nascituros e, a seguir, acabavam por despedaçar as mães. (...) As torturas são de vários tipos, e inacreditáveis: o ferro em brasa, as cadeiras eléctricas, as pontas de cigarro, o arrancar de unhas com alicates, golpes com lâminas (...)”
De facto, a Indonésia, ao deparar-se com tão forte oposição à integração de Timor Leste, mesmo por parte daqueles que no início a tinham defendido, não hesitou em praticar um autêntico genocídio físico e cultural do povo do território.
De cerca de 700.000 habitantes que tinha Timor em 1975, em 1980 a Igreja Católica recenseou apenas 425.000.
Os bombardeamentos indonésios de 1977 a 1979, com napalm e todo o tipo de armas, com o intuito de destruir tudo o que fosse vivo, foram extremamente mortíferos e deram origem a grandes fomes.
Em 1983 já se calculavam cerca de 250.000 mortos de guerra em Timor, número só ultrapassado, na altura, pelo conflito no Camboja.
Perante tantas brutalidades e massacres, o Administrador Apostólico de Díli (Mons. Martinho Lopes) não pôde ficar calado, e denunciou os massacres com cartas enviadas para o exterior e em outros actos, levando as autoridades indonésias a mover influências e exercer pressão sobre o Vaticano para que o mesmo saísse de Timor. Em Maio de 1983 o Vaticano substituiu-o por Mons. Ximenes Belo...
Dom Carlos Ximenes Belo - a Nobreza da simplicidade
Em visita à Universidade de Aveiro - 19.05.97, uma data histórica para Aveiro
Dom Ximenes Belo visitou a Universidade de Aveiro a convite da Associação Académica, onde proferiu uma aula/debate versando o tema “A Igreja em Timor Leste, sensibilização
Carlos Filipe Ximenes Belo, Dom Ximenes Belo como é conhecido, poderia ser mais um timorense dos muitos milhares que dia-a-dia sofrem e vivem oprimidos em Timor Leste. Acontece que Dom Ximenes Belo não é uma pessoa qualquer, é na realidade uma personalidade marcante, quer pela sua luta constante em prol dos Direitos Humanos, quer pela defesa da causa timorense.
Como Homem de paz e missionário que é, D. Ximenes tenta de uma forma clara e simples dar voz àqueles que, por um motivo ou outro, não o possam fazer devido à constante repressão exercida por quem desrespeita totalmente a condição de pessoa humana - os indonésios (seria preciso dizer?).
O grande e esperançado esforço feito pela Associação Académica da Universidade de Aveiro para conseguir trazer a esta Academia tão digna personalidade não foi em vão. A tão ansiada vinda a Aveiro aconteceu, e teve como objectivo central a realização de uma aula/debate intitulada “Acção da Igreja em Timor Leste, formação e sensibilização da juventude para a defesa dos Direitos Humanos”.
Esta iniciativa teve como um dos momentos mais especiais a atribuição a D. Ximenes Belo da humilde distinção de Sócio Honorário da A.A.U.Av., aprovada em Reunião Geral de Alunos de 14 de Maio (data histórica para a Academia de Aveiro) sob proposta da Direcção.
Esta distinção foi mais um passo na consciencialização dos estudantes para a importância da defesa dos Direitos Humanos, da qual D. Ximenes é, no fundo, um símbolo e um referencial. Torna-se urgente, num contexto de uma sociedade cada vez mais competitiva e desumanizada, dar algum contributo à comunidade envolvente, sobretudo aos jovens, no sentido de se criar um espaço maior para a solidariedade.
D. Ximenes, pelo calor que transmitiu, fez lembrar aquelas histórias contadas à lareira pelos avós (que já não temos) que ensinavam a vida com palavras simples mas muito reais mesmo que imaginárias e, sem deixar de lado o mistério, a todos prendiam a atenção. As palavras foram simples, nada imaginárias, e no seu olhar reflectia-se o mistério da morte e do sofrimento dos oprimidos, seus irmãos, nossos irmãos. “Nós queremos ser timorenses! Queremos dizer alguma coisa sobre a nossa terra e demonstrar ao mundo que existimos, que somos um povo e que temos direito de existir! E daí surgem todos os sofrimentos, toda a preocupação da vida!” - desabafou comedido o Nobel da Paz, amordaçado pela imagem de mais uma cruz em Díli - “Quando um jovem sai à rua e grita “Viva Timor Leste!”, é chamado, preso, interrogado, e o mesmo se passa quando grita por Xanana ou pelo Bispo Belo”.
Sempre com uma certa prudência, Dom Ximenes Belo não deixou de reafirmar que a violação dos direitos fundamentais continua a persistir, resumindo que a tarefa da Igreja em Timor-Leste é a de apoiar no dia-a-dia aqueles que sofrem o drama da opressão. Numa região muçulmana a Igreja Católica tem um papel aglutinador em torno de um lema: Timor - uma terra de esperança!
“O meu papel não é político, nem sou eu a determinar o futuro de Timor.”
E nós? O que poderemos fazer?
Fontes:
*”Descolonização de Timor - Missão impossível?”, Mário Lemos Pires
*”Timor Leste: Terra de Esperança”, A. Barbedo de Magalhães
*”Timor Leste / Amanhã em Díli”, José Ramos-Horta
~
Notas adicionais:
Este texto foi escrito para o Jornal da Pateira (data?)
Na altura não sabíamos o que sabemos hoje.
Ângelo Ferreira (Presidente da A.A.U.Av)
Miguel Oliveira (Responsável pela visita)
Timor, um pouco de história...
É geralmente aceite que o descobrimento de Timor pelos Portugueses se efectuou entre 1512 e 1520, possivelmente em resultado de uma das muitas viagens dos navios Portugueses por aquelas paragens. Na altura Timor encontrava-se dividido em dois grandes Reinos, o de Sambay, ou confederação do Servião (Oeste), correspondendo mais ou menos ao actual Timor Indonésio, e o de Behale, ou confederação dos Belos (Timor Leste), onde já se utilizava o tétum como língua veicular.
A colonização portuguesa teve início em meados do século XVI aquando da chegada dos missionários dominicanos e comerciantes que procuravam naquelas paragens as muito pretendidas especiarias.
No final do século têm início as lutas com os Holandeses, que disputavam a posse das ilhas das Flores, Solor e ainda Timor. A assinatura de um tratado de paz em 1641 não impediu que a guerra prosseguisse no arquipélago. A assinatura de um acordo em Lisboa (1661) formalizou a ocupação da parte ocidental da ilha de Timor pelos Holandeses.
Entre o reacender de problemas com a Holanda e algumas cedências de parte a parte, Macau e Timor passaram a constituir um governo independente da Índia, ficando Timor subordinado a Macau como seu distrito. Em 1896 Timor fica independente de Macau, constituindo-se como distrito autónomo e tendo como primeiro Governador Celestino da Silva, homem que desenvolveu uma conseguida campanha de pacificação em todo o território.
Timor sofre, durante a Segunda Grande Guerra, com as invasões de Holandeses e Australianos e mais tarde dos Japoneses, mais um retrocesso no clima de paz que parecia instaurar-se. Só após a vitória dos Aliados, em 13 de Setembro de 1945, se restaurou a soberania plena de Portugal, acabando com três longos anos de sofrimento e morte.
Trinta anos depois, com a Revolução dos Cravos e o fim do Império Colonial, deu-se início a mais uma trágica etapa da história do povo Maubere. A indefinição política em Portugal, com tendência para um regime marxista, e a indefinição política em Timor, com diferentes correntes de opinião preconizadas quer pela FRETILIN, quer pela UDT ou ainda pela APODETI levaram a uma instabilidade quanto ao futuro de Timor Leste. O medo da ligação a um Portugal Comunista, por parte da UDT (União Democrática Timorense), que antes advogara uma descolonização progressiva mantendo laços com a metrópole, mas que passava a defender princípios independentistas, e mais tarde de integração na Indonésia; a acção independentista e radical da FRETILIN (Frente Revolucionária de Timor Leste Independente), de tendência comunista; a defesa da integração total na Indonésia por parte da APODETI (Associação Popular Democrática Timorense) constituíram as três grandes condicionantes políticas para uma possível invasão da Indonésia que temia uma influência comunista na região.
Entre algumas declarações de distanciamento preconizadas por membros do governo português de então, bastante contestadas pela UDT e pela FRETILIN, e outras tristezas que não interessa referir, o clima de instabilidade aumentou culminando com a proclamação, da UDT, APODETI, KOTA e Partido Trabalhista, da integração na Indonésia (29.Nov.75) e com a invasão da Indonésia a 7 de Dezembro de 1975.
Até aos nossos dias seguiram-se mortes e horas incontáveis de sofrimento...escritas a sangue nas páginas da história que também é nossa.
O que significa Maubere?
Não. Não vamos explicar o real significado da palavra Maubere, que denomina um povo, mas antes concretizar um pouco daquilo que tem sido nos últimos anos o significado concreto da sua existência.
Maubere é sofrimento. Maubere é luto. Maubere é silêncio.
O esquecimento de Portugal e o silêncio imposto pela Indonésia, calando a voz do timorenses com as rajadas das metralhadoras, fizeram o Mundo Ocidental apagar do calendário político a resolução pacífica de autodeterminação que se impunha, com medidas urgentes para a defesa dos Direitos Humanos
Foi sobretudo a partir de cartas e relatórios de religiosas e padres missionários que, a pouco e pouco, algumas notícias conseguiram furar o bloqueio.
Num relatório de um padre missionário publicado em 1982 na revista “Magnificat” dos jesuítas podemos ler a descrição de algumas das atrocidades então cometidas pelos indonésios em Timor:
“(...) No dia 23 de Dezembro de 1978 (...) foram mortas a rajada de metralhadora cerca de 500 pessoas, inclusivamente mulheres grávidas, crianças de todas as idades, adultos e velhos (...) Nós vimos com os nossos próprios olhos o massacre do povo que se rendia: tudo morto, mesmo as mulheres e as crianças, mesmo as mais pequenas...nem as mulheres grávidas foram poupadas: eram abertas à faca. Diante das mães degolavam os nascituros e, a seguir, acabavam por despedaçar as mães. (...) As torturas são de vários tipos, e inacreditáveis: o ferro em brasa, as cadeiras eléctricas, as pontas de cigarro, o arrancar de unhas com alicates, golpes com lâminas (...)”
De facto, a Indonésia, ao deparar-se com tão forte oposição à integração de Timor Leste, mesmo por parte daqueles que no início a tinham defendido, não hesitou em praticar um autêntico genocídio físico e cultural do povo do território.
De cerca de 700.000 habitantes que tinha Timor em 1975, em 1980 a Igreja Católica recenseou apenas 425.000.
Os bombardeamentos indonésios de 1977 a 1979, com napalm e todo o tipo de armas, com o intuito de destruir tudo o que fosse vivo, foram extremamente mortíferos e deram origem a grandes fomes.
Em 1983 já se calculavam cerca de 250.000 mortos de guerra em Timor, número só ultrapassado, na altura, pelo conflito no Camboja.
Perante tantas brutalidades e massacres, o Administrador Apostólico de Díli (Mons. Martinho Lopes) não pôde ficar calado, e denunciou os massacres com cartas enviadas para o exterior e em outros actos, levando as autoridades indonésias a mover influências e exercer pressão sobre o Vaticano para que o mesmo saísse de Timor. Em Maio de 1983 o Vaticano substituiu-o por Mons. Ximenes Belo...
Dom Carlos Ximenes Belo - a Nobreza da simplicidade
Em visita à Universidade de Aveiro - 19.05.97, uma data histórica para Aveiro
Dom Ximenes Belo visitou a Universidade de Aveiro a convite da Associação Académica, onde proferiu uma aula/debate versando o tema “A Igreja em Timor Leste, sensibilização
Carlos Filipe Ximenes Belo, Dom Ximenes Belo como é conhecido, poderia ser mais um timorense dos muitos milhares que dia-a-dia sofrem e vivem oprimidos em Timor Leste. Acontece que Dom Ximenes Belo não é uma pessoa qualquer, é na realidade uma personalidade marcante, quer pela sua luta constante em prol dos Direitos Humanos, quer pela defesa da causa timorense.
Como Homem de paz e missionário que é, D. Ximenes tenta de uma forma clara e simples dar voz àqueles que, por um motivo ou outro, não o possam fazer devido à constante repressão exercida por quem desrespeita totalmente a condição de pessoa humana - os indonésios (seria preciso dizer?).
O grande e esperançado esforço feito pela Associação Académica da Universidade de Aveiro para conseguir trazer a esta Academia tão digna personalidade não foi em vão. A tão ansiada vinda a Aveiro aconteceu, e teve como objectivo central a realização de uma aula/debate intitulada “Acção da Igreja em Timor Leste, formação e sensibilização da juventude para a defesa dos Direitos Humanos”.
Esta iniciativa teve como um dos momentos mais especiais a atribuição a D. Ximenes Belo da humilde distinção de Sócio Honorário da A.A.U.Av., aprovada em Reunião Geral de Alunos de 14 de Maio (data histórica para a Academia de Aveiro) sob proposta da Direcção.
Esta distinção foi mais um passo na consciencialização dos estudantes para a importância da defesa dos Direitos Humanos, da qual D. Ximenes é, no fundo, um símbolo e um referencial. Torna-se urgente, num contexto de uma sociedade cada vez mais competitiva e desumanizada, dar algum contributo à comunidade envolvente, sobretudo aos jovens, no sentido de se criar um espaço maior para a solidariedade.
D. Ximenes, pelo calor que transmitiu, fez lembrar aquelas histórias contadas à lareira pelos avós (que já não temos) que ensinavam a vida com palavras simples mas muito reais mesmo que imaginárias e, sem deixar de lado o mistério, a todos prendiam a atenção. As palavras foram simples, nada imaginárias, e no seu olhar reflectia-se o mistério da morte e do sofrimento dos oprimidos, seus irmãos, nossos irmãos. “Nós queremos ser timorenses! Queremos dizer alguma coisa sobre a nossa terra e demonstrar ao mundo que existimos, que somos um povo e que temos direito de existir! E daí surgem todos os sofrimentos, toda a preocupação da vida!” - desabafou comedido o Nobel da Paz, amordaçado pela imagem de mais uma cruz em Díli - “Quando um jovem sai à rua e grita “Viva Timor Leste!”, é chamado, preso, interrogado, e o mesmo se passa quando grita por Xanana ou pelo Bispo Belo”.
Sempre com uma certa prudência, Dom Ximenes Belo não deixou de reafirmar que a violação dos direitos fundamentais continua a persistir, resumindo que a tarefa da Igreja em Timor-Leste é a de apoiar no dia-a-dia aqueles que sofrem o drama da opressão. Numa região muçulmana a Igreja Católica tem um papel aglutinador em torno de um lema: Timor - uma terra de esperança!
“O meu papel não é político, nem sou eu a determinar o futuro de Timor.”
E nós? O que poderemos fazer?
Fontes:
*”Descolonização de Timor - Missão impossível?”, Mário Lemos Pires
*”Timor Leste: Terra de Esperança”, A. Barbedo de Magalhães
*”Timor Leste / Amanhã em Díli”, José Ramos-Horta
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Notas adicionais:
Este texto foi escrito para o Jornal da Pateira (data?)
Na altura não sabíamos o que sabemos hoje.
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